Kobe Bryant: Mente, Corpo & Amor Ao Basquete

by - 28 janeiro


No último domingo (26), o mundo do basquete perdeu um de seus maiores jogadores de todos os tempos, Kobe Bryant. Celebridades e atletas de diversas modalidades do mundo do esporte se solidarizaram e prestaram homenagens à lenda do planeta da bola laranja e sua filha, uma jovem promessa do esporte, Gianna Maria-Onore Bryant.
Kobe Bean Bryant nasceu em 23 de agosto de 1978, na Filadélfia, a maior cidade do estado da Pensilvânia. Filho de Pam Bryant e do ex-jogador de basquete Joe Bryant, Kobe defendeu por duas décadas uma única franquia: os Los Angeles Lakers. Campeão da NBA cinco vezes, possuindo também duas medalhas Olímpicas de ouro de 2008 e de 2012, o icônico camisa #8 e #24 foi nomeado dezoito vezes para o All-Star, e doze vezes no time All-Star de melhores defensores da maior liga de basquete do mundo, provando que o ala não sabia apenas partir para o ataque, como sabia defender muito bem seus adversários, além de ter sido eleito MVP (melhor jogador da temporada) em 2008.
 Kobe liderou a tabela de melhores pontuadores da NBA por duas temporadas, sendo o quarto maior pontuador da história da liga, e o primeiro ala/ala-armador a defender um único time por vinte temporadas.



Quando se fala em Kobe, não se fala apenas em títulos ou em qualidade física e tática dentro das quadras, mas de uma pessoa que pulou do ensino médio diretamente para a maior liga mundial de basquete. Com um “fadeaway” impecável (arremesso que consiste em gingar de costas para o adversário, se afastar e arremessar em queda constante para trás), enterradas espetaculares, assistências e uma defesa destruidora, Bryant foi um dos jogadores mais completos de todos os tempos.
 E o talento do pai foi passado para a filha, Gianna, que possuía um leque muito vasto de jogadas que remetiam as do pai. Infelizmente, o talento e a promissora carreira de Gianna, de apenas 13 anos, foram brecados pelo acidente.

O astro do Lakers também possuía uma mentalidade de jogo muito fria, que o permitia ser crucial em momentos decisivos tanto dos jogos da temporada regular, quanto nos Playoffs. Seu apelido, “Black Mamba” (Mamba Negra), é o nome de uma das serpentes mais venenosas e velozes do mundo. Seu veneno é altamente tóxico e sua mordida causa a morte de um ser humano em menos de 45 minutos. E Kobe fazia jus à esse apelido, por muitas vezes foi o motivo de alegria da torcida amarela e roxa, e também foi o motivo de desolação de adversários de quadra e de torcidas rivais, sempre elevando o nível. Kobe ainda explicou o motivo do apelido que lhe foi dado em uma entrevista à um podcast chamado The Hollywood Reporter’s Award Chatter. Na época, Kobe passava por um momento delicado em sua carreira. Confia a declaração do jogador sobre seu pseudônimo:

“Eu senti a necessidade de me separar de um certo modo. Muita coisa estava acontecendo na minha vida pessoal na época, e voando de volta para casa, indo direto para os jogos, tentando manter a minha família unida. Parecia que o jogo, que era algo sagrado para mim, estava comprometido também. Eu precisava criar algum tipo de personalidade diferente, só para mim. Então, quando eu pisava na quadra com outra identidade, não aquela pessoa que tinha que ir a julgamentos, isso me ajudava a manter minha sanidade. E com o tempo, acabou se transformando em algo maior.”



Black Mamba se aposentou após a temporada 2015-16, mas não como geralmente acontece com atletas veteranos. Kobe anotou SESSENTA pontos na sua despedida como atleta profissional, e isso não foi nenhuma novidade: o ídolo do basquete de L.A. já obteve marcas como sessenta, sessenta e dois, sessenta e cinco, e nada mais, nada menos, do que OITENTA E UM pontos em uma única partida da NBA.
 Outra demonstração de determinação e de frieza do ala foi converter dois lances livres após sofrer uma lesão no tendão de aquiles, contra a equipe de Golden State, os Warriors. Com o tendão rompido, Kobe Bryant caminhou até a linha do garrafão e anotou mais dois pontos para a equipe do Lakers, e logo após saiu da partida, por motivos óbvios.


O mundo do esporte perde uma lenda, mas sua história jamais se apagará. Sua garra, sua inteligência, seus recordes, seus ensinamentos e suas glórias continuarão a inspirar muitos atletas e jovens promessas, assim como Gianna inspirou jovens adolescentes à ingressarem no basquete feminino. 

Descansem em paz, Kobe & Gianna. O basquete lhes agradece eternamente.


Você Pode gostar de Flagrar também:

0 Comments