DJ Buck te trouxe um 'Funnky': Saiba mais sobre a primeira mixtape do DJ oficial da SoundFoodGang

by - 02 outubro



Alguém aí a fim de um funky? É só convocar o DJ Buck que ele traz o melhor pra pista. O DJ oficial da SoundFoodGang lançou sua primeira mixtape, "Funnky", no dia 26 de setembro, e ela já está disponível em todas as plataformas de streaming, ouça aqui

Ninguém mais fica parado desde que a SoundFoodGang começou os trabalhos em 2015, e um dos motivos é o DJ Buck. Mestre das picapes, DJ Buck domina a pista com maestria em todas as festas em que se apresenta ao lado dos caras da SFG. Agora é a hora de mostrar o que ele também consegue criar sozinho, e a mixtape "Funnky" veio pra provar que o cara realmente manda muito bem.

Apostando no G-Funk com um toque de Funk Soul & Disco, a mixtape traz sete faixas com todos os instrumentais criados e produzidos por DJ Buck, que convidou artistas para participar com suas linhas e vozes, como ManoWill e niLL, companheiros da SoundFoodGangCab e Nikito de Jundiaí, Matéria Prima de Belo Horizonte, Avante o Coletivo de São Paulo, além de RT Mallone (Juiz de Fora-MG) e Isis Orbelli da Baixada Santista, ambos artistas da Artefato Produções

 "Funnky" conta ainda com a participação de Levi, filho do DJ, em um interlúdio via áudio de WhatsApp.  A mix e a master ficaram por conta de Ramiro Mart, no StudioSetor, e a mixtape foi toda produzida pelo próprio DJ Buck. Mas e aí, que quê pega nesse som? Batidas envolventes com uso e abuso de sintetizadores embalam letras sobre festa, vivência, rua e amor, além daquela pitada de sensualidade que é a cara do G-Funk. Dá o check: 


As batidas de todas as faixas estão interligadas como uma trilha sonora, que conta uma história desde o momento que alguém chega a uma festa até o seu fim, passando por momentos comuns a todo mundo que se diverte nesses rolês que só a noite consegue oferecer. Essa conexão se dá principalmente pelas técnicas de DJ Buck, que consegue usar diversas ferramentas para criar batidas diferenciadas e conectadas ao mesmo tempo, dando um verdadeiro tom de "Embalos de Sábado à Noite" da nova era com um quê a mais de Gangsta Funk.

Para saber mais, batemos um papo com o DJ Buck sobre o processo de criação da mixtape, vem com a gente: 

 VI$H: Você vem fazendo um trabalho incrível como DJ, o que ficou mais visível quando se tornou parte da SoundFoodGang. De onde veio a vontade de fazer uma mixtape só sua?

DJ Buck - A necessidade de fazer essa mixtape veio com o intuito de não se limitar em apenas ser mais um DJ por trás de um toca-disco e de mostrar a minha cara como produtor na música. Eu vivo em volta de artistas muito originais em seu trabalho, quero que as pessoas vejam que dentro da SoundFoodGang tem um DJ que também está trabalhando muito e fazendo por merecer para estar ao lado das pessoas que ele está hoje. 

VI$H: Conte um pouco sobre suas maiores inspirações para construir esses instrumentais. Por que apostar no G-Funk em uma era dominada pelo trap?

DJ Buck - As inspirações para essa mixtape surgiram da vontade de nadar contra a maré no quesito sonoridade. Por mais que as pessoas estejam ligadas em outro tipo de música, o G-Funk é o que mais me prende no mundo do rap, é com o qual eu mais me identifico, e foi assim que eu me encontrei nas produções.  Eu sou vidrado em Dr Dre, Snopp Dogg, Warren G, Nate Dogg, e por aqui as pessoas esqueceram essa parte da história, não tem alguém de referencia máxima do Gangsta Funk no país. Além disso, o DJ Will lançou um trabalho de G-Funk no ano passado que me fez ter mais vontade de querer fazer isso também.

Foto: Anderson Mendes @mendesculpa
VI$H: As letras foram feitas pelos artistas convidados ou foi um processo construído conjuntamente com você? 

DJ Buck - A parte lírica foi um processo exclusivo dos artistas. Em um próximo trabalho ainda quero escrever algumas coisas, mas nesse primeiro a lírica foi 100% feita pelos artistas convidados. Eu construí a ideia da mixtape e durante alguns meses fui construindo os instrumentais. Quando já tinha tudo o que eu queria em mãos, comecei a mandar para os convidados, em alguns casos eu tive que fazer depois conforme ia conversando com todos. Às vezes o artista não se identificava muito e eu buscava uma parada que fizesse mais a sua cara, como por exemplo a do Matéria Prima, eu mandei o que já tinha feito para ele, mas tive que buscar uma sonoridade que deixasse ele mais à vontade e produzi até chegar no que ele queria. 

VI$H: O que a mixtape representa para você? Se você pudesse definir DJ Buck em uma palavra ou frase, qual seria? 

DJ Buck - Essa mixtape representa orgulho para mim mesmo. Quando comecei a ter a ideia, achei que seria difícil demais concretizar, é tipo uma insegurança do seu primeiro trabalho sendo feito, mas no fim eu consegui. Posso definir o DJ Buck como uma pessoa esforçada e dedicada no que faz, esforço e dedicação teve de sobra nesse trabalho.

VI$H: Por fim, é interessante observar como em uma época na qual os instrumentais e seus criadores (DJs, produtores, beatmakers) não são tão valorizados, você conseguiu criar o encaixe perfeito entre sonoridade e lírica. Pretende continuar trabalhando assim e lançar projetos futuros com essa ideia?

DJ Buck - Com certeza. Essa são apenas as minhas boas vindas aos nossos ouvintes. Apesar de eu já ter umas produções na rua com a SFG, esse é meu cartão de visita, e eu só vou parar de fazer música quando sair desse plano. De certa forma, eu ter uma mixtape produzida 100% só por mim é algo que faz algumas pessoas olharem de outra forma pro DJ Buck. Tem muito chão ainda, muita coisa para ser estudada e muito trabalho para ser feito nos próximos anos.

Foto: Anderson Mendes @mendesculpa
A foto de capa e contracapa ficaram por conta de Anderson Mendes, com o apoio de Revolução Car Club Brasil, pioneira em carros Lowrider no país. A arte da capa e contracapa feitas por MoneyCheezy e produção executiva da mixtape comandada por Adalberto


Matéria por @kaleidoskyler

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