GRINCH destrincha a dualidade do universo na faixa ‘spacecowboy’, um lançamento da NIHIL

by - 17 outubro




O rap mineiro ganha novas perspectivas com a imersão garantida pelos lançamentos da NIHIL. Após a divulgação de ‘Polifonia’, de m ! l l e r & drvdvn, já se tornou clara a proposta do selo artístico de promover uma experiência musical profunda, que vai bem além do que podemos ouvir – ou achar que ouvimos.

No último dia 14, foi a vez de GRINCH estrear seu som pelo selo. 'spacecowboy' chega sustentando "a veracidade de tentar possuir os olhos de uma pessoa que vem com outras perspectivas de vida e de história", nas palavras de GRINCH. Com a produção de l v k s, o som traz De Sá e Brescia no mix/master, uma realização da NIHIL. A linda arte visual ficou por conta de Magu. Confira: 



Em ‘spacecowboy’, o artista faz uma reconstrução da desconstrução, processo que enfrentou em suas relações com o universo feminino e seu confronto com a trajetória musical. Nesse ying e yang encontramos o big-bang: um garoto em um espaço delineado por referências pessoais e marcantes, mostrando que GRINCH coloca em verso o estopim dos dizeres internos.

A voz de GRINCH fixa em nossa mente enquanto tentamos entender o que ele está dizendo. Mas ficamos presos em um labirinto cheio de armadilhas. Quando achamos que abrimos a porta certa, caímos no vão do espaço. A arte está aí. Ao perceber o esforço inútil de caçar sentido em suas entrelinhas, nos vemos capturados por uma forma única de ver o mundo, uma visão que só o artista dentro de si consegue enxergar com veracidade.


É esse desafio que 'spacecowboy' e a NIHIL nos propõem: um olhar para dentro, magnetizado pela reflexão de que a externalidade de nada convém quando a expressão interna não está devidamente catalisada. spacecowboy e sua mindflyinggirl nos guiam em uma viagem de velocidade, romance e arrebatamento. A trajetória musical dele e os ensinamentos naturais dela se confrontam, mas eles se curam juntos. 

Ao mesmo tempo, seguimos a beat acompanhar as linhas que começam a traçar o espectro da carreira:

"expulso do céu
pelo fim dos tempos, 2-0-1-8
NIHIL, de novo e de novo"

   "O vazio transborda" e não adianta mais encher o copo. Resta diluir a experiência em nós mesmos, mergulhando em uma energia única, alimentada pelo limbo na ocupação de um não-espaço. Essa é a marca da NIHIL, e ainda vamos ouvir muito sobre ela. 

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